Cheias de defeitos mas suas qualidades sempre predominam. Difíceis, complicadas mas não impossíveis. PRO-BLE-MÁ-TI-CAS. Deixam qualquer um maluco, e isso vai do coração até a cabeça. Sabem a hora de serem feras e a hora de serem dóceis. Se escondem com um sorriso, lamentam com o silêncio e gritam através do olhar. Suas manias são os excessos. Amam demais, choram demais, se decepcionam demais, brigam demais, dramáticas demais "essa ultima sou eu" (..) Mas sobrevivem. Mulheres sofrem. E como. Lamento pela contradição, mas é o sexo frágil mais forte que eu conheço. Convivem com a falsidade, é melhor amiga da TPM e de vez em quando tem rolos com o estresse, mas no fim elas só querem alguém ao seu lado que diga: “VOCÊ É PERFEITA.” Ninguém as entendem, nem mesmo elas. Mas convenhamos, quem é que vive sem as mulheres?
Sinto que lhe dei o perdão. Aproveitei a onda e o dei a mim também. Refiz os traçados da história e lembrei que nem lembrava mais de você. Pode acreditar! Porque o tempo, meu antigo amor, fez milagres para nós dois. O tempo nos consolou e apresentou um real futuro, dizendo que não é porque nossas mãos acabaram por se separar que elas nunca acharão outra que se encaixe. Eu te perdoei, enfim. E a mim, perdoei porque não suporto tais pesos. Você fugiu dos meus olhos e eu neguei a nossa dor. Você me fez bem ao ensinar os meus olhos a ficarem atentos e o coração leve, bem leve como agora. Por isso, digo a você sem culpa ou medo de estar errando o nosso futuro: você vai pelo sol e eu sempre gostei mais da sombra. São apenas caminhos opostos curados de um passado onde existimos em um ritmo muito contrário.
Estou andando em linha reta quando o que eu mais queria era andar por linhas tortas. Queria seguir o mesmo rumo que a minha mente, pois assim não me perderia nas saídas de emergência ou se quer esbarraria nas portas que se fecham a todo momento. Queria também lavar a minha alma e depositar em algum lugar fictício tudo o que de ruim carrego comigo. Sei que são lembranças, experiências, momentos e recordações que me fizeram crescer, mas acredito que me fizeram regredir mais do que crescer, pois a cada passo uma lágrima escorre e me faz voltar dois para trás, apenas para repensar como seria. Vejo que carregar o passado nas costas é uma coisa que não se reverte, pois o minuto que se passou é agora passado e o hoje será quando amanhã, eu refletir sobre o que agora escrevo. Talvez, não faça sentido algum e eu esteja matando a mim mesma, mas no fundo sinto que não se trata de fazer, morrer ou simplesmente viver, é algo que explora os sentidos e que vai além dos mesmos, eu queria descobrir. Mas, para isso preciso aprender a caminhar conforme meus pensamentos. A caminhar conforme meus passos.
Me desfaço em pensamentos e me transformo em lembranças só de pensar no teu nome. Me desmantelo ao acaso ao saber que não tenho mais onde ir, não tenho mais você. Às vezes me sinto meio super herói só por conseguir tirar um sorriso teu, às vezes me vejo vilã por não ficar do teu lado quando era pra estar. Não vou deixar de gostar, não vou me acostumar, nem a pau. Bato apostas e pago prenda, mas não vou deixar ele, não esse tal do amor.
Aprender a ser humilde é viver sem fronteiras, sem preconceitos, mas sempre com respeito, com consideração ao valor do outro. Isto é, respeito ao ser humano com restrições na saúde física, saúde mental, saúde emocional, saúde espiritual. Respeito aos animais, que indefesos nada fizeram para prejudicar, apenas pedem para viver. Respeito às florestas e todas as flores que emanam perfumes que pedem para viver. Respeito aos oceanos que, senhores do planeta, tem seus recursos abundantes, pedem para manter a vida aquática. Respeito ao ar que mantém a vida, e deve ser preservado, pois todo o magnetismo que rege o planeta Terra reage àquele que com o dedo impõe sua conduta, com a língua manifesta sua grandeza, com a mão desfaz o que é certo, com os pés risca caminhos e provoca amargura, decepção e desrespeito.
Aprenda a ser humilde descendo de um degrau alto para receber qualquer ser vivo com respeito, amor e dignidade. Em contrapartida, seja humilde para receber de um Grande, a luz, a sabedoria, a ciência da vida, o valor que ninguém pode desacreditar. Sem humildade somos corpo sem vida, alma sem propósito, mente perturbada, razão sem resultado, somos e seremos luzes apagadas.
Abra seu coração, amplie sua mente, expanda sua consciência, libere sua energia com o primeiro passo no rumo certo na vida: humildade.
Já pensou que deveria desistir? Pensei nisso. Mas por 3 segundos. Eu não aprendi a jogar fora o que me foi hábil, mesmo quando não se é permitido andar numa mesma reta. Esqueci de todos meus antigos princípios. O que antes jamais pudera perdoar, hoje é fácil. Pois o que há aqui dentro, é mais.
Não estou escutando os outros, apenas o que descreve meu âmago. Sei, posso estar cometendo o erro de impulsividade, de persistir. Conheço as conseqüências, mas me pus em risco. Temo sim. Temo estar navegando sozinha. Não quero ser sozinha pensando em dois, quando outro pensa em um – si próprio.
Estou sendo o que em meus conceitos, era inaceitável. Frágil e aos pedaços, peço-te para catar minhas partes perdidas nos caminhos que você já conhece. Pois é difícil respirar quando não há força ou mera “força de vontade”. Cá, no precipício berro “resgate, auxílio”. Na esperança de te ver chegar, mas sem pena por livre arbítrio.
Queria só por uns dias, desligar o meu radar.
Perdi o sono. Meus olhos estão inchados, sangrentos. Dói o tempo inteiro, fere, arranca, destrói. Perdi todas as minhas forças em poucas horas, e depois de tanto escorrerem lágrimas, tornam-se vãs. Estou minúscula, sinto-me pelo avesso, não tenho os sentidos, não faço sentido. Se minhas paredes pudessem contar tudo o que me fora emitido e passado, entenderia o quanto isso esta rasgando o meu peito. Temo o que está a acontecer, questiono-me se há lição maior a se tirar do que pode chegar. Estou amando com todo meu corpo, pele, osso, por toda minha razão. E mesmo que doa mais do que se trate, não posso me permitir escorregar de seus dedos. Quero continuar.
“Queria que você quisesse, porque eu finalmente deixei alguém entrar.”
Devo dizer que é difícil. Arrumo distração focalizo minha mente numa qualquer e por um curto tempo, consigo não pensar. Mas eu sempre volto a pensar, sempre volto a sentir. E sentir em todos os sentidos: Falta, dor, lamentação, fraqueza – força, vontade, desejo. Tudo torna-se uma união de atos, atos os quais, devo guardar ou tentar precaver. Faço-me perguntas, me calo, fujo. E até agora não sei do que fujo. Não posso entender muitas coisas. E todo esse suspense que essa história se tornou faz minha cabeça se derturbar.
Como é possível desfazer-se de toda essa construção compartilhada? Não é. Ao menos, não tão rápido. Acredito que muita coisa está sendo escondida em mente. Não coisas terríveis, coisas as quais poderiam ser feitas e simplesmente não são, por medo. Persisto e não quero me cansar. Pois ainda há muito que ser dito. Acredito na verdade que está em nossa profundidade e se minha verdade não passar de mera utopia, eu aprendo há superar os dias.
Caia comigo, e reerga-se comigo.
Hoje eu percebi que as coisas andam mudando e a cada dia eu descubro que a minha vida é realmente diferente das outras garotas, eu vivo o que deve ser vivido, aproveito muito tempo pra pensar e ver o que realmente vale apenas. Deveria ter medo do futuro é eu escrevi bem "deveria" mais não tenho, eu sei que o mais in-certo é o agora o momento. Não quero mais que as pessoas me digam o que fazer, eu sei como sou e porque sou assim , mesmo que incomode a muitos eu não devo deixar que a opinião dos outros ou o que eles falam interfira na minha felicidade. A maldade a leia é grande, mais eu sei o quanto sou forte e tenho garra pra enfrentar tudo.. a vida tá passando e eu estou descobrindo que as pessoas que surgem do nada e entram nela podem fazer grande diferença. Acho que estou apaixonada (mais uma vez) espero que seja diferente, estou com muita vontade de dizer o quanto ele me faz bem mais vou deixar pra outro texto, esse é apenas pra dizer que voltei a escrever aqui. Só lembrando estou feliz por ser quem sou e estou cada vez mais apaixonada pela vida.
Acordei, encarei o mundo. Cogitei seriamente desistir de momentos e pessoas. Realidade falsa na próxima esquina, perspicácia insiste por outro caminho; o relento congelando meu sangue e a mente fluindo em qualquer lugar. Quis dormir mais uma vez, quis sonhar.
Dormi sonhando. Eu vivo a noite dessa vez noutro lugar. Minhas pálpebras estão leves, consigo sentir meu corpo em acalento a respiração ofegante e certo enigma me servindo de morada. De olhos fechados estou enxergando você e o sinto próximo, sinto a carne quente, intimamente proibido e adorável.
Meu peito está latejando, você está vindo em direção a mim, com um sorriso absurdamente iluminado no obliquo de sua face, seu olhar prepotente direto me encabula e relativamente fico frágil necessitando de um toque teu fortalecedor. Seqüencialmente entrelaçaste sua mão na minha, me fazendo sentir cabal, fixa, em casa.
Eu não vou acordar. E ao longe, poucos passos distante, eu memorizei singelamente cada movimento seu, atentei cada gesto, e em exato eu tive certeza de que havia encontrado tudo que precisava, estava claro. E o desejo eloqüente de não nos desvencilharmos, olhar para o lado e ver que estávamos vivendo mesmo aquilo, alívio contente.
Acordei, encarei o mundo. Sonoridade real dessa vez. Calhei receosa uma olhadela ao lado e veja só, lá estava você. Pele clara, semblante aparentemente estável, e o sorriso indispensável...
Não espero demais de você, apenas o que eu preciso.
300 mil metros de altitude, coração na ponta da língua, suor assíduo nas mãos. Assim me sinto prestes a cair da ponta de um precipício. Me pergunto por quê é sempre necessário chegarmos até aqui pra poder enxergar o quão enorme tem sido a burrada que fizemos durante o ano, o quanto demorei pra ter a noção de que a realidade dês - prazerosa é na verdade o dês-prazer no qual devemos doar mais cuidado e pretensão. Estou na beira, redenção berrando, ecoando o espaço.
Digamos que não deixei de aprender, e logicamente, vivenciei momentos ótimos e marcantes. Acrescentei conhecimentos, cravei amor. Não foi um tempo tenebroso, nem extremamente angustioso. Foi um ano de perguntas – não respondidas, de coisas não feitas, preguiça desenvolvidamente extensa, falta, é... Falta. O lugar onde estou mentalmente é alto, é vazio. Onde passando aos meus olhos um filme derivado, vejo nervosismo, menos força de vontade, desânimo. Seguir-se disso, o resultado é esse, o precipício.
E aí, chegamos a revira-volta. Não vou cair. Cá, entrevejo milhares de motivos para não me permitir a queda. Reencontro o que fui e faço esforço para tornar-me melhor. Me refaço, reconstruo meu futuro peculiar. Eu já toquei de “cara” o chão, me feri de todas as maneiras que você conseguira imaginar. Mas três ou dez esquinas a frente do meu caminho, me reinventei, mantive a dignidade e a força. Fui eu. De um jeito ou de outro.
Dessa vez não verás o meu corpo estilhaçado (in)visivelmente ao chão. Meus tímpanos estouram minha empolgação magnânima diligente. Estou crendo mais em me - ser. Acerbos alheios não vão diferir o meu crer em meu potencial. Sempre fiz parte da minha história, só que a partir de agora, estou declaradamente protagonizando-a. “Quem acredita sempre alcança” já dizia Renato Russo. Frase aparentemente clichê? Mas a vida é um clichê (confirmado).
Sem desvio, apenas dando um passo à diante.
Na noite em que fui mais feliz, eu tive uma certeza: Era você.
Enquanto o tempo a nossa volta era quase glacial, você apenas sorriu e o brilho que emanou teus olhos, me aqueceu. Em exato, me embriaguei de você. Nessa ‘contrapartida’ pude sentir meu peito em ascensão, estava à minha frente o semblante mais belo e real que pude conhecer, e você sorriu mais uma vez, estremeci e seguidamente senti meu corpo torso. Por alguns segundos pensei ter 12 anos de novo, com o coração puro. Eu pude me submeter a estar ao seu lado, todas as manhãs, tardes e noites que a vida nos propôs. Senti necessidade do prazer de estar contigo, quase pude quantificar às vezes em que te senti próximo realmente. Dizer “eu te amo” para nós suava simples, pois chegamos a crer que ele existia.
Na noite em que fui menos feliz, eu tive uma certeza: Ainda era você.
Na cabeceira ao lado da cama, havia um papel dobrado debaixo da xícara. Onde dizia: “Querida, nós construímos uma história juntos, eu construí minha vida e foi você quem protagonizou a minha novela. Eu te amei. Eu encarecidamente te amei. Mas hoje, por tudo o que vivi e tudo o que assisti e ouvi por alto, notei que o que queria para mim, ainda não era o que eu tinha em mãos. Perdoa-me por ser tão covarde e frio. Nunca mereci você, você nunca pertenceu a mim. Só não duvide, eu ainda te amo, ardentemente. Apenas estou te deixando livre, estou de dando a liberdade de viver uma nova estória ou história. Conhecer gente nova, viver uma vida de verdade. Estou de partida. Peço-te, não me procure, não queira saber de mim. Adeus.”
Em exato senti meu corpo paralisar. Minha mente estava entrelaçada, meu coração sangrava, eu conseguia ouvir meus batimentos, eu chorava. Eu sentei e chorei, como uma criança de 12 anos. Um punhado de sentimentos chegou até mim. A dor era cada vez mais profunda densa. Não conseguia, eu não podia acreditar que aquele era o fim, como dar adeus sem emitir uma palavra sequer? Eu não disse adeus, eu nem tive a chance de me despedir. Deus, clamei, implorei por outra chance... Mas o que eu poderia fazer? Se o fim foi decretado e o que aprofundava com mais extensão a circunstância era a dor na alma, a falta. Deitei chorando.
Na noite em que fui ainda menos feliz, eu tive uma certeza: Eu não tinha mais você.
O que sobrou: Fotos, cartas, juras não terminadas, lembranças. Teu cheiro com o passar dos dias sumia dos meus lençóis, no meu guarda roupa não tinha mais tuas peças e nem seus calçados. Eu estava sendo obrigada a esquecer-te. Estava sendo sacrificada. A dor? Extensa a cada dia. Minha cabeça? Caindo em redenção. Meu coração? Tentando suprir você. Mas eu gritava calada, a inquietação tornava-se constante em meu peito, eu não aceitava, não queria aceitar que estava sem você. Mas os dias estavam sendo ruins, acabando comigo. Que tola sou, eu não ia ter você de volta, eu não mais teria notícias sobre você, você estava morto, de certa forma, você foi enterrado.
Na noite em que fui menos infeliz, eu tive uma certeza: Eu ia superar você.
“Eu te amo” deixei escrito atrás do nosso retrato e guardei, piamente. Eu ia viver, e começando por você. Sim, por você. Eu jamais irei te esquecer, me contentei. Estou lhe superando, não esquecendo-te. Vou me apaixonar de novo, quero crer nisso, esse é o meu prefácio. Vou dispor a minha alma, meu coração. Seguirei, trilharei meu caminho. E o que resume essa história? Você vai amar, se machucará, sofrerás. Será sempre assim. Vamos morrer, estamos morrendo. Quer motivo maior pra correr atrás dos teus objetivos, antes disso, teus sentimentos? Eu não.
Eu devo fazer da seguinte forma :Eu já cansei de esperar, eu já cansei de tentar, eu já cansei de pensar, eu achei melhor cansar de você primeiro, porque estou a um paço pra cansar de mim. Mas acabei desistindo de mim primeiro, eu desisti de mim justamente pra não desistir de você. Eu não vou desistir do teu beijo, do teu toque, das suas mãos nas minhas, do seu riso quando ouve uma besteira minha, Eu não vou desistir do calafrio que sinto quando me abraça, do teu carinho, do seu sentimento, que embora não seja tamanho como o meu...Eu não vou desistir, não, eu não vou desistir de ter você aqui. Sinto que preciso de ti sempre por perto, pra te tocar, mas tocar de forma diferente, única, de uma maneira que torne cada toque nosso, de maneira que eu possa ter um pouco mais de você em mim. Acho que talvez seja melhor agir pela lógica, dar tempo ao tempo, mas não deixar o tempo passar. Nunca, se permitir parar é a solução, a solução é viver, viver todo dia como se fosse o último e sobreviver, aproveitar, aproveitar enquanto ainda não sofremos, enquanto ainda sorrimos porque temos vontade, sorrir sem vontade não é bom, não faz bem, e o bem ta dentro dos olhos de quem consegue enxergar a realidade, de quem teme, não tem medo de viver. Então, agora eu vou fazer assim: Vou dar um tempo pra você, mas não vou deixar você partir, sumir da minha vida, me abandonar, não, mas sim, eu vou deixar você viver da forma que te faz feliz, não vou te obrigar a nada, resolva tudo da maneira que acha certo, só não me diz não no fim. Porque uma vez você me disse que o final é só o começo de uma longa história, por tanto, me diga sim!
De todos os amores por mim vividos até hoje, o seu foi o mais intenso. De toda a saudade, a sua foi a mais forte. De todos os beijos, o seu foi o mais gostoso. De todo calor, o seu foi o mais ardente. De todas as almas, a sua foi a mais gêmea. De toda ânsia de cometer loucuras, a sua foi a que mais me atentou. De todos os corpos, o seu mais me instigou. De todas as esperanças em amores depositadas, o seu foi o que teve mais crédito. De toda a vontade de ficar junto, a vontade que me domina é a sua. Por isso de todos os amores eternos por mim prometidos, o seu será o único cumprido a risca.
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração para de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor.
Se um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela... Se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou a sua vida. É uma dádiva.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou, às vezes, encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.
Exatos 10 ou 15 minutos atrás me encontrei num quarto, sozinha. E não foi bom. Eu pensei e eu não queria (talvez não devesse) pensar. Estou temendo. Medo sim, medo de errar. Digo errar aplicando coisas que com certa probabilidade deve-se dizer com o tempo, sem me precipitar. Sem no fim, me arrepender e não ter como voltar ao que já pertence ao passado imposto. Uma força interior pede para que me mantenha calada outra parte, me obriga dizer o que sinto. Mas o que eu sinto? Sendo honesta com vós, eu nada sinto. Quero dizer... Sim eu sinto; sinto uma ira interna de mim, sinto por não sentir reciprocamente o que queria considerar, sinto... Eu sinto muito.
Como eu numerosas vezes impus nos meus textos e aos meus íntimos, eu sempre achei que precisava de alguém para me fazer sentir querida. É isso não mudou. Confirmando aqui, eu encontrei essa pessoa (ou ele me encontrou?). Mas como o de normal, em meio a todas as minhas histórias existe um “porém” e nessa, meu caro, não podia ser diferente. Sinceramente? Desejava que este “porém” fosse no mínimo acessível. E que “porém” seria este? Algo absolutamente perplexo. Não posso explicar-lhes. Caros, isso não significa que eu não me sinta bem ao lado dele e que não exista carinho, pois existe. Requisitei por isso. Solicitei a Deus alguém como ele, com a personalidade que ele tem. Esperei, desisti e sem mais esperanças o encontrei. Mas não me sinto justa comigo, sinto-me mau por não poder retribuir 100% aos tratos dele. E ai começa a inquietação perturbadora em meu peito... Eu sinto muito.
Eu não quero largá-lo. Não me permito deixar o tangível, o acarinhado e o estabelecimento que o tal me trás. Um paradigma complexo de retribuição. Sei, não devia ser essa a verdade, lamento dizer, sou humana. Clamo por trocas sentimentais reais, recíprocas. Finalmente alguém que mereça ser amado e eu, (quem sabe) injusta subordinada unitária doando menos do que sei que posso oferecer. Pretendo granjear novidades a meio do que nos acontece e se não der certo “nós dois”... Eu sinto muito.
Eu errei você errou.
Eu corri você voou.
Eu me afoguei você nadou.
Eu tinha você, você me tinha.
Eu derreti você queimou.
Eu era tudo que você precisava você é tudo que eu preciso.
Eu fui intensa, você foi fogo.
Eu perdi minhas noites você ganhou todas elas.
Eu pedi você, você não tinha resposta.
Eu sei o que quero você não sabe mais.
Queria um tempo a sós, você ignorou.
Queria me afastar, você se aproximou.
Tentei esquecer, o acaso tropeçou em nós.
Tentei seguir, o tempo parou.
Eu não procuro mais você, você sabe de mim.
Eu aderi outra história você ainda está no mesmo lugar.
Eu dei chance a mim você não sabe mais de mim.
Avistei você numa olhada fixa. E em exato senti meu semblante suave, estabilizado ao olhar-te. Disfarçando capturei cada gesto teu em câmera lenta, sem deixar que “outros” a minha volta pudessem notar que meus olhos estariam perdidos em você. Pensei comigo, que eu não podia consentir que este dia passasse aos olhos, tinha que ser, devia ser aquele o dia em que daria um passo a frente. O futuro só é construído, pois o fazemos acontecer. E então, sua atitude mudou seqüencialmente minha vida com teus gestos subtis.
Lembro que por curta duração através desse nosso silêncio instantâneo, ao emudecer nossa voz, pude visar no teu imaculado olhar tudo que andei procurando constantemente nos dias anteriores aos teus, por perto. Consegui ouvir o som mais sonoro e singelo existente entre dois seres: Nossa respiração. Rapidamente pude sentir meu corpo trêmulo, meus pés flutuando ao chão e meus olhos congeladamente fixos aos teus, deixando escapar um sorriso encabulado. Sensação nítida ao notá-lo cada vez mais próximo a mim. Minhas pupilas exalam verdade e esperança ao mentalizar você. Estou encantada. Vamos transformar peculiarmente nossas vidas, juntos?
Vem caminhar sobre meus pés e tomar minha alma.
Por quantos domingos eu terei de passar até encontrá-lo? Quantas bocas terei de beijar até saborear o satisfatório gosto eloqüente que outra boca jamais poderá igualar-se ao mesmo? Quantas quotidianas noites terão de passar seqüencialmente até descobrir o toque primordial? Que ar é esse fortalecedor que eu tanto tenho intuito de sentir como obrigação imprescindível querendo preencher o que me falta? Por quanto eu devo caminhar? E o quanto eu ainda vou sangrar? A imperfeição hoje em dia torna-se cada vez mais fútil e inútil, comum. Os seres humanos aparentam prazer em machucar nós crentes do sentimento genuíno, imaculado, mero (amor). E essa dor penetra efusivamente o buraco mais profundo causando com impacto feridas extensas. Mas sendo integramente sincera com vós, todos nós passaremos por isso.
Se tu ainda não passaste, aguarde o mais tardar tu passará, infelizmente.
Intimamente dizendo-os, tenho desejo insano de conhecer o sabor adorável do amor respeitoso correspondido. Apetecer do mais aconchegante abraço alheio, de sentir os batimentos acelerados, nervosos, inquietos e o corpo absolutamente trêmulo com o suave toque do mesmo. Transpor tudo o que for de beleza natural, matar a cede eminente desse amor. Eu quero encontrar; a estrada é extensa. Não sei quantas ruas, e lombadas terão de suceder, quantas feridas ainda tenho que cicatrizar quanto “adeus” eu terei de dar, quantas vidas terei de deixar, quantas histórias eu vou marcar. De nada eu tenho certeza, apenas dúvidas. Manterei me firme nos meus objetivos. A espera do dito ao iniciar o texto, me deparar com o tal e abraçar seguramente a pureza de sentir. Por você amor, eu aguardo, toda vida.




