Humildade

Aprender a ser humilde é viver sem fronteiras, sem preconceitos, mas sempre com respeito, com consideração ao valor do outro. Isto é, respeito ao ser humano com restrições na saúde física, saúde mental, saúde emocional, saúde espiritual. Respeito aos animais, que indefesos nada fizeram para prejudicar, apenas pedem para viver. Respeito às florestas e todas as flores que emanam perfumes que pedem para viver. Respeito aos oceanos que, senhores do planeta, tem seus recursos abundantes, pedem para manter a vida aquática. Respeito ao ar que mantém a vida, e deve ser preservado, pois todo o magnetismo que rege o planeta Terra reage àquele que com o dedo impõe sua conduta, com a língua manifesta sua grandeza, com a mão desfaz o que é certo, com os pés risca caminhos e provoca amargura, decepção e desrespeito.
Aprenda a ser humilde descendo de um degrau alto para receber qualquer ser vivo com respeito, amor e dignidade. Em contrapartida, seja humilde para receber de um Grande, a luz, a sabedoria, a ciência da vida, o valor que ninguém pode desacreditar. Sem humildade somos corpo sem vida, alma sem propósito, mente perturbada, razão sem resultado, somos e seremos luzes apagadas.
Abra seu coração, amplie sua mente, expanda sua consciência, libere sua energia com o primeiro passo no rumo certo na vida: humildade.

Dedicado

Já pensou que deveria desistir? Pensei nisso. Mas por 3 segundos. Eu não aprendi a jogar fora o que me foi hábil, mesmo quando não se é permitido andar numa mesma reta. Esqueci de todos meus antigos princípios. O que antes jamais pudera perdoar, hoje é fácil. Pois o que há aqui dentro, é mais.

Não estou escutando os outros, apenas o que descreve meu âmago. Sei, posso estar cometendo o erro de impulsividade, de persistir. Conheço as conseqüências, mas me pus em risco. Temo sim. Temo estar navegando sozinha. Não quero ser sozinha pensando em dois, quando outro pensa em um – si próprio.

Estou sendo o que em meus conceitos, era inaceitável. Frágil e aos pedaços, peço-te para catar minhas partes perdidas nos caminhos que você já conhece. Pois é difícil respirar quando não há força ou mera “força de vontade”. Cá, no precipício berro “resgate, auxílio”. Na esperança de te ver chegar, mas sem pena por livre arbítrio.

Queria só por uns dias, desligar o meu radar.

Perdi o sono. Meus olhos estão inchados, sangrentos. Dói o tempo inteiro, fere, arranca, destrói. Perdi todas as minhas forças em poucas horas, e depois de tanto escorrerem lágrimas, tornam-se vãs. Estou minúscula, sinto-me pelo avesso, não tenho os sentidos, não faço sentido. Se minhas paredes pudessem contar tudo o que me fora emitido e passado, entenderia o quanto isso esta rasgando o meu peito. Temo o que está a acontecer, questiono-me se há lição maior a se tirar do que pode chegar. Estou amando com todo meu corpo, pele, osso, por toda minha razão. E mesmo que doa mais do que se trate, não posso me permitir escorregar de seus dedos. Quero continuar.

“Queria que você quisesse, porque eu finalmente deixei alguém entrar.”

Não por dois. Por um.

Devo dizer que é difícil. Arrumo distração focalizo minha mente numa qualquer e por um curto tempo, consigo não pensar. Mas eu sempre volto a pensar, sempre volto a sentir. E sentir em todos os sentidos: Falta, dor, lamentação, fraqueza – força, vontade, desejo. Tudo torna-se uma união de atos, atos os quais, devo guardar ou tentar precaver. Faço-me perguntas, me calo, fujo. E até agora não sei do que fujo. Não posso entender muitas coisas. E todo esse suspense que essa história se tornou faz minha cabeça se derturbar.

Como é possível desfazer-se de toda essa construção compartilhada? Não é. Ao menos, não tão rápido. Acredito que muita coisa está sendo escondida em mente. Não coisas terríveis, coisas as quais poderiam ser feitas e simplesmente não são, por medo. Persisto e não quero me cansar. Pois ainda há muito que ser dito. Acredito na verdade que está em nossa profundidade e se minha verdade não passar de mera utopia, eu aprendo há superar os dias.

Caia comigo, e reerga-se comigo.

De volta ao blog..

Hoje eu percebi que as coisas andam mudando e a cada dia eu descubro que a minha vida é realmente diferente das outras garotas, eu vivo o que deve ser vivido, aproveito muito tempo pra pensar e ver o que realmente vale apenas. Deveria ter medo do futuro é eu escrevi bem "deveria" mais não tenho, eu sei que o mais in-certo é o agora o momento. Não quero mais que as pessoas me digam o que fazer, eu sei como sou e porque sou assim , mesmo que incomode a muitos eu não devo deixar que a opinião dos outros ou o que eles falam interfira na minha felicidade. A maldade a leia é grande, mais eu sei o quanto sou forte e tenho garra pra enfrentar tudo.. a vida tá passando e eu estou descobrindo que as pessoas que surgem do nada e entram nela podem fazer grande diferença. Acho que estou apaixonada (mais uma vez) espero que seja diferente, estou com muita vontade de dizer o quanto ele me faz bem mais vou deixar pra outro texto, esse é apenas pra dizer que voltei a escrever aqui. Só lembrando estou feliz por ser quem sou e estou cada vez mais apaixonada pela vida.

Enigma


Acordei, encarei o mundo. Cogitei seriamente desistir de momentos e pessoas. Realidade falsa na próxima esquina, perspicácia insiste por outro caminho; o relento congelando meu sangue e a mente fluindo em qualquer lugar. Quis dormir mais uma vez, quis sonhar.

Dormi sonhando. Eu vivo a noite dessa vez noutro lugar. Minhas pálpebras estão leves, consigo sentir meu corpo em acalento a respiração ofegante e certo enigma me servindo de morada. De olhos fechados estou enxergando você e o sinto próximo, sinto a carne quente, intimamente proibido e adorável.

Meu peito está latejando, você está vindo em direção a mim, com um sorriso absurdamente iluminado no obliquo de sua face, seu olhar prepotente direto me encabula e relativamente fico frágil necessitando de um toque teu fortalecedor. Seqüencialmente entrelaçaste sua mão na minha, me fazendo sentir cabal, fixa, em casa.

Eu não vou acordar. E ao longe, poucos passos distante, eu memorizei singelamente cada movimento seu, atentei cada gesto, e em exato eu tive certeza de que havia encontrado tudo que precisava, estava claro. E o desejo eloqüente de não nos desvencilharmos, olhar para o lado e ver que estávamos vivendo mesmo aquilo, alívio contente.
Acordei, encarei o mundo. Sonoridade real dessa vez. Calhei receosa uma olhadela ao lado e veja só, lá estava você. Pele clara, semblante aparentemente estável, e o sorriso indispensável...

Não espero demais de você, apenas o que eu preciso.

Beira – não.

300 mil metros de altitude, coração na ponta da língua, suor assíduo nas mãos. Assim me sinto prestes a cair da ponta de um precipício. Me pergunto por quê é sempre necessário chegarmos até aqui pra poder enxergar o quão enorme tem sido a burrada que fizemos durante o ano, o quanto demorei pra ter a noção de que a realidade dês - prazerosa é na verdade o dês-prazer no qual devemos doar mais cuidado e pretensão. Estou na beira, redenção berrando, ecoando o espaço.

Digamos que não deixei de aprender, e logicamente, vivenciei momentos ótimos e marcantes. Acrescentei conhecimentos, cravei amor. Não foi um tempo tenebroso, nem extremamente angustioso. Foi um ano de perguntas – não respondidas, de coisas não feitas, preguiça desenvolvidamente extensa, falta, é... Falta. O lugar onde estou mentalmente é alto, é vazio. Onde passando aos meus olhos um filme derivado, vejo nervosismo, menos força de vontade, desânimo. Seguir-se disso, o resultado é esse, o precipício.

E aí, chegamos a revira-volta. Não vou cair. Cá, entrevejo milhares de motivos para não me permitir a queda. Reencontro o que fui e faço esforço para tornar-me melhor. Me refaço, reconstruo meu futuro peculiar. Eu já toquei de “cara” o chão, me feri de todas as maneiras que você conseguira imaginar. Mas três ou dez esquinas a frente do meu caminho, me reinventei, mantive a dignidade e a força. Fui eu. De um jeito ou de outro.

Dessa vez não verás o meu corpo estilhaçado (in)visivelmente ao chão. Meus tímpanos estouram minha empolgação magnânima diligente. Estou crendo mais em me - ser. Acerbos alheios não vão diferir o meu crer em meu potencial. Sempre fiz parte da minha história, só que a partir de agora, estou declaradamente protagonizando-a. “Quem acredita sempre alcança” já dizia Renato Russo. Frase aparentemente clichê? Mas a vida é um clichê (confirmado).

Sem desvio, apenas dando um passo à diante.